EXPOSIÇÃO

O hospital sobre rodas

Foi por meio da prevenção que o Hospital de Amor se expandiu para além de seus muros. Em 1994, o projeto Busca Ativa de Prevenção do Câncer de colo-uterino, criado pelo médico dr. Edmundo Carvalho Mauad, instruiu a enfermeira Creuza Saure a realizar exames preventivos em mulheres da periferia da cidade, tendo como ferramentas uma bicicleta e mesa ginecológica portátil. Em 1998, uma kombi foi adicionada ao projeto, que, então, pôde expandir-se a lugares mais distantes e a outros tipos de exames. A partir de 2001, as unidades móveis permitiram que a prevenção alcançasse outras cidades e, desde então, o Hospital de Amor segue sobre rodas em diversos estados brasileiros consolidando a prevenção um de seus principais pilares.

Creuza Saure, enfermeira pioneira no projeto de prevenção do Hospital de Câncer de Barretos, em 1994, atuando na periferia da cidade com sua bicicleta e mesa ginecológica portátil. A bicicleta ganhou o apelido carinhoso de “Dita” e a mesa portátil, desenvolvida especificamente para o projeto, pesava 8 quilos e media 85 cm de comprimento.

Primeira perua kombi utilizada no projeto de prevenção a partir do ano de 1998, foi doada pelo Clube de Leões de Barretos. As pacientes, depois de cadastradas em domicílio, eram examinadas no interior do veículo.

Equipe médica e de enfermagem em ação no projeto de prevenção do câncer ginecológico na década de 1990. Destaque ao dr. Armando Melani e às enfermeiras Creusa Saure e Karina Hiraici Sadao.

Primeira unidade móvel de prevenção utilizada pela equipe do HC de Barretos, em 2001.

Carreta do projeto de prevenção do Hospital de Amor em ação nos mais distantes rincões do país, inclusive por via fluvial para alcançar as comunidades ribeirinhas.

Homenagens ao dr. Edmundo Carvalho Mauad, médico idealizador do projeto de prevenção nos anos 1990, e ao dr. Armado Melani.

Medicina e tecnologia

Foi no ano de 1971 que o Hospital São Judas Tadeu lançava sua primeira bomba de cobalto, equipamento essencial no tratamento oncológico naquele período. Desde então, de acordo com o avanço de cada época, o hospital conquistava novos aparelhos e máquinas modernas para fazer da tecnologia a sua aliada junto à medicina. De Barretos para o mundo, do analógico ao digital, o Hospital de Amor está sempre no caminho da humanização e da ciência.

Aparelho de cobaltoterapia destinado ao tratamento de câncer à época. Fotografia dos anos 1990 que ilustra a máquina original de 1971, uma “Eldorado” do tipo “cobalto de coluna”.

Laboratório de prótese do departamento de Odontologia do Hospital de Amor na década de 1990.

Câmara de cintilação computadorizada, década de 1990.

Sala cirúrgica na década de 1990, equipada com oxímetro, monitor cardíaco, desfibrilador e material anestésico completo. À época, existiam três salas de cirurgia no HC de Barretos.

No início da década de 2010, o Hospital de Amor passou pelo processo de substituição de equipamentos analógicos pelos digitais, momento histórico e revolucionário. Essa troca, inspirada nas experiências que Henrique Prata vivenciou nos hospitais oncológicos estrangeiros – como no caso da Holanda – permitiu mais eficiência em todos os departamentos, além de precisão nos exames, contribuindo para a consolidação do tripé do Hospital do Amor idealizado por seu fundador: tratamento, prevenção e pesquisa. 

Localizado no complexo do Hospital de Amor, o Ircad Barretos promove treinamento em técnicas cirúrgicas inovadoras, fato que torna o Hospital de Amor um centro de referência de pesquisa e tratamento de ponta em cirurgia minimamente invasiva e procedimentos robóticos, sempre na intenção de oferecer formação médica qualificada e eficiência aos seus pacientes.

As pesquisas e os projetos de Educação e Saúde são ações importantes no Hospital de Amor realizadas pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP), fundado em 2008. Dentre alguns exemplos de intercâmbio científico, há a parceria entre o Hospital de Amor e sua “instituição-irmã” desde 2012, o hospital “St. Jude Children’s Research Hospital”, em Mênphis, Estados Unidos.

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