Relatórios Bobológicos

Vento

3/02/26

Ao entrarmos, eu e o Balako, no quarto do paciente que estava junto de sua acompanhante perguntei se queriam que eu fechasse a porta, ao que a acompanhante disse que não pois assim o vento poderia correr. Nos espantamos que o vento tinha virado corredor, entrado na onda das corridas, ao que a acompanhante riu e disse que ele estava cada vez mais rápido.

Começamos a refletir sobre as peripécias do vento, o Balako disse que o vento uma vez havia deixado ele preso naquelas portas giratórias de banco, enquanto ele tentava sair o vento empurrava mais a porta fazendo ficar mais rápido.

Eu contei que o vento é meu amigo, quase um cabelereiro, pois era só sair de casa que ele já vinha ajeitar meu cabelo pra cima todo arrepiado.

O paciente contou que uma vez o vento apagou as velas que ele tinha acendido na casa dele, no dia em que tinha faltado luz.

A acompanhante pensou, pensou e lembrou da vez em que o vento foi maroto e levantou a saia do vestido dela.

De repente o vento passou correndo pelo quarto e começou a levar eu e o Balako pra fora enquanto a gente tentava nos segurar na cama, na poltrona, na mesinha, no batente da porta… Mas não teve jeito, saímos empurrados por ele que pelo menos nos permitiu ouvir as risadas do quarto ao fundo.

Hospital São Judas Tadeu
Dra. Ciska