Em um dia aparentemente normal, Dr. Baltazar e eu, Dr. Ossildo, iniciamos nossos trabalhos. Mal sabíamos o que nos aguardava.
Ao entrar em um dos quartos do Hospital de Amor Infanto Juvenil, algo nos pegou de surpresa. A pequena Júlia (nome fictício) ao nos ver gargalhou. Será que ela tá achando que temos cara de palhaço? Mas a surpresa não era exatamente o fato dela estar gargalhando. Mas, ao gargalhar, seu corpo todo se mexia. A surpresa veio daí. De tanto chacoalhar ela criou um terremoto em seu quarto.
Sim ela chacoalhava e o chão tremia todo. Jogava Baltazar e eu, para um lado e jogava para o outro. Chacoalhou tanto que também colocou sua mãe para pular nesse terremoto. Quanto mais nós pulávamos mais ela ria, e quanto mais ela ria, mais pulávamos, afinal o terremoto ficava mais forte.
Ficamos um bom tempo nesse pula pula até termos uma grande idéia que resolveria esse terremoto.
Eu disse: – Baltazar esse terremoto é por que ela está rindo não é? E ela está rindo da nossa cara de palhaço, não é? Então já sei como resolver!
Baltazar perguntou como.
É só esconder nossa cara, disse eu.
Então cobrimos nossos rostos com o chapéu e o terremoto de repente parou.
Estou desde então com o rosto coberto. Alguns até dizem que fiquei mais bonito.
Hospital de Amor Infantojuvenil
Palhaço Ossildo
