Relatórios Bobológicos

Samba com Pulga

18/03/25

E eis que já estamos em 2025, o ano já começou a todo vapor! Este ano, estou com a minha digníssima companheira de aventuras, Ricota, aquela da qual eu sempre digo que só conta lorota.

Já se passou um mês repleto de muitas aventuras e, como de costume, um dos dias da semana sempre reservamos para visitar um dos lugares mais especiais do hospital: a famosa Sala das Telefonistas.

E assim, lá fomos nós! Batemos à porta da sala, e logo fomos recepcionados com entusiasmo pelas queridas e irreverentes profissionais. Elas, muito atentas aos detalhes, começaram a reparar nos nossos figurinos, questionando-nos sobre cada detalhe das nossas roupas.

Ricota, sempre muito animada, rodopiou para mostrar seu visual, mas acabou ficando meio desorientada, parecendo até que estava sambando. Isso, claro, fez todos caírem na risada. Parecia até uma barata tonta! Eu, claro, também não pude deixar de rir.

Foi então que elas perceberam que eu estava zombando da Ricota e me desafiaram:

– E você, que está rindo aí, sabe sambar?

Sem hesitar, respondi:

– Claro que sei! Querem ver?

E assim, comecei a demonstrar meu samba no pé, usando uma de minhas técnicas infalíveis, a do “azeite”. Você coloca azeite no chão para deixar seus pés deslizarem ao som de um bom samba. As telefonistas ficaram impressionadas e aplaudiram.

Nesse momento, percebemos que Ricota estava um pouco decepcionada por não saber sambar, mas como bom amigo, não pude deixar isso passar.

– Ricota, não se preocupe! Eu resolvo seu problema, afinal, tenho outra técnica infalível.

Então, para ajudá-la a entrar no clima, decidi resolver o problema à minha maneira: tirei uma das minhas pulgas (sim, eu sempre tenho uma pulga reserva) e a coloquei disfarçadamente embaixo da saia de Ricota.

Ricota começou a se coçar e pular, e eu logo comecei a tocar meu samba no pandeiro. Nossas amigas telefonistas caíram na gargalhada. E assim, lá fomos nós: eu tocando e Ricota “sambando” pelo corredor do hospital. E foi assim que Ricota aprendeu sambar com apenas uma pulga.

Hospital de Amor
Dr. Baltazar