Entramos no quarto da pequena Flora (nome fictício) em busca de um passarinho* que havia se perdido e tudo indicava que em algum lugar deste quarto ele estava.
Era “piu” pra cá, “piu” pra lá e nada de encontrar este passarinho.
Flora nesta altura também ajudava a procurar, mas nada de achá-lo.
Mas não é que o doutor Grilo, com seus poderes grilísticos, avistou o passarinho e deu um pulo para pegá-lo.
O passarinho puxava o Grilo para um lado, puxava para o outro. Não sei quem havia pegado quem na verdade.
Estava uma confusão, quando tive uma ideia!
Vou fazer um ninho para ele! assim ele pousa nele e se acalma.
Mas o que podia ser usado como ninho? pensei.
Já sei!
Peguei o chapéu do Grilo que era perfeito para este objetivo. Coloquei umas folhas para ficar confortável.
Ergui o chapéu para cima e não deu outra. O passarinho voou direto para o ninho.
Mas não sei se ele achou que era um ninho ou banheiro, pois fez todas as suas necessidades lá.
Nesta hora o Grilo começou a chorar. E eu o acalmei dizendo:
– calma Grilo já já eu te devolvo o chapéu!
Palhaço Ossildo
notas: *Passarinho cenográfico
