Mundo. América Latina. Brasil. São Paulo. Barretos. Hospital Santa Casa de Misericórdia. Quinto andar. Unidade de Tratamento Intensivo. Quarto da Carla*. Uma palhaça, um palhaço, uma paciente, uma acompanhante.
Entram os dois palhaços. Carla já ri com o “boa noite” dado pelo palhaço Grilo, sabendo que não passa do meio-dia. A acompanhante, mãe da Carla, percebe que respondeu com “boa noite” também e ri.
Ciska: Ô Carla, dá licença, mas a gente viu que tu estava mexendo o dedinho da mão sem parar. Por acaso tu é dançarina?
Carla: Eu amo dançar!
Grilo: Eita que achamos uma dançarina aqui na Santa Casa!
Ciska: O que tu gosta dançar?
Carla: Funk!
Grilo: E não é que justo hoje a gente veio com um funk para tocar pra você?!
Grilo toca funk no pandeiro enquanto Ciska (tenta) dançar, mas parece mais que tá tentando encaixar a bunda numa cadeira pra poder sentar.
Grilo ri junto com as gurias, mas aplaude Ciska para ela não se sentir mal.
Grilo: Você também gosta de forró, Carla?
Carla: Demais!
Ciska: Então dessa vez, eu danço se a mãe da Carla dançar junto porque já vi que no funk ela deu uma remexida na cadeira.
A mãe da Carla levanta faceira e topa o convite. Grilo toca forró no pandeiro enquanto canta. Ciska e mãe da Carla dançam enquanto Carla mexe os dedos da mão para cima.
Ciska: gente, vou contar um segredo para vocês: além de dançar funk e forró, eu danço uma dança que eu mesma inventei.
Grilo: O que você inventou? Essa aí eu quero ver.
Ciska: É o funkorró, mistura de funk com forró.
Grilo ri, mas quer pagar para ver e começa tocar funkorró no pandeiro enquanto Ciska desajeitadamente dança o seu funkorró (imagem improvável de ser descrita).
Grilo e Ciska saem no funkorró deixando as gurias rindo.
Santa Casa de Misericórdia de Barretos
Dra. Ciska
