Lá na Santa Casa, temos o prazer de conhecer um funcionário histórico, que já viu diferentes gerações dentro do hospital. A experiência também vem junto com as técnicas de fazer bagunça, principalmente quando se trata dos palhaços, pois, como já dizem: é palhaçada!
Foi na farmácia que tudo aconteceu… Entre prateleiras enormes e caixas, uma técnica começou a correr da palhaça. A curiosidade foi nos levando para uma brincadeira de esconde-esconde: ela de um lado e eu de outro. Ninguém avançou até aquele instante, e logo ela deixou a brincadeira dissipar.
Enquanto isso, o outro palhaço resolveu avançar pelo último corredor criado pelas prateleiras e lá estava o verdadeiro palhaço escondidinho, sentado numa pequena escada para não ser visto. Quando o palhaço passou, nossa figura histórica estava pronta para dizer a palavra mais amedrontadora que conhecemos:
Buh!
E acredita que o palhaço caiu? Não foi cena, foi a surpresa de tudo aquilo. Corri para ver seu esconderijo e lá estava ele, pequenino, agachado perto do chão. A ideia de fazer a camuflagem foi colocada em ação: escolhi a maior caixa para colocar o verdadeiro palhaço do dia, e dali ele se sentiu a figura mais poderosa para assustar as funcionárias. Aos risos e gargalhadas, saímos da farmácia, e mesmo do outro lado do corredor era possível continuar escutando a gargalhada de quem aprontou toda a cena.
Palhaça Ricota
Hospital Santa Casa
