Relatórios Bobológicos

Palhaço por um dia

25/07/25

Chegamos para mais um dia de atendimento no hospital infantojuvenil e, ao  abrirmos a porta do primeiro quarto do dia, um pequeno corre em nossa direção  querendo nos abraçar gritando:

GRIIIIIILO! ALAVAAAANKA!!!!

E logo em seguida nos contou que tinha uma piada que queria nos contar. Então, decidimos criar o ambiente perfeito para ouvirmos a piada! Fizemos o ritual para que ele ganhasse um nariz igual ao nosso e também fizemos o seu batismo: O GRANDIOSO ELIZINHO, O ENGRAÇADINHO – o engraçadinho foi um acréscimo dele próprio.

Feitos os rituais, Dr.  Grilo se posicionou com o instrumento – seria o responsável por apresentar a  grande  estrela  do  dia.  Já eu, fiquei responsável por preparar ele para a sua apresentação:  ajudá-lo a se posicionar, dar a deixa da entrada, aquecer… enfim, rituais de artistas!

E então, tudo pronto, Dr.  Grilo  toca  uma  música  e  faz  aquele  grandioso  anúncio  de  um  grandioso  artista,  gastando  elogios  e  criando  expectativas  no  público  e,  assim  que  ele  dá  a  deixa,  nosso  GRANDIOSO  ELIZINHO,  O  ENGRAÇADINHO  entra  em  cena  e  conta  1,  2,  3,  4,  5,  6,  7….com  direito  a  VÁRIOS  truques  de  mágica!!!!!!  Claro que eu e o Dr.  Grilo não nos aguentamos  e  fizemos  uma  palinha  também, contamos algumas piadinhas e fizemos algumas mágicas.

E então,  finalizada  a  sessão  de  piadas  e  mágicas  eu  pergunto:  e  você  sabe  dançar?  E ele  diz  que  não,  e  então  eu  sou  obrigada  a  contar  à  ele  o  maior  segredo  dos  palhaços:  a  gente  pode  e  sabe  fazer  de  tudo,  só  que  do  nosso  jeito,  quer  ver?!  E, ao som de música  ao  vivo  com  Dr.  Grilo, mostrei  pra  ele  todos  os  meus  dotes  dançaristicos,  arrancando  gargalhada  de  todo  mundo  e  convidando  um  a  um  a  também  mostrar  seus  dotes.  Primeiro Grilo,  depois  o  pai,  depois  a  mãe  e  o  engraçadinho  resolveu  se  juntar  a  nós.  Finalizamos os 5  dançando  cada  um  à  sua  maneira.

Para encerrar, perguntei:

– E aí, gostou de ser palhaço?

– Gostei!

– Vai seguir carreira?

– Não, vai ser só hoje mesmo.

E saímos, eu e Grilo, lamentando que não conseguimos convencer mais um a virar um de nós.

Unidade infantojuvenil do Hospital De Amor
Dra. Alavanka Motolovs de Capote Valente