Relatórios Bobológicos

Os eletricistas

18/03/25

Os bobologistas são pau-pra-toda-obra. Precisando enxugar gelo? Achar uma agulha no palheiro? Resolver uma equação matemática de 100º grau nunca resolvida antes? Podem contar com a gente! E não seria diferente se o problema a ser resolvido fosse a falta de energia. E foi exatamente essa missão que fomos encubados de resolver em uma das visitas no Hospital São Judas Tadeu.

Rapidamente prepararia um café bem forte para resolver logo a questão, mas a paciente nos alertou que era outro tipo de energia que estava faltando. Era aquela energia que dá a luz, mas não é mãe, que arrepia os cabelos, mas não é pente, que pode te deixar chocado, mas não é notícia ruim.

Então dentro daquele quarto escuro, começamos os procedimentos para fazer com que a luz voltasse. O Dr. Figueirino rapidamente tinha a solução:

        –     Vamos ligar o gerador de energia!

Só que ele só não tinha avisado que o tal gerador de energia era eu mesmo!

Então, ele pegou em minha gravata como se fosse uma manivela e começou a girá-la para ligar o gerador.

Ele girou, girou e girou. Mas peraí, isso é gerador ou girador?

Quando achava que nada ia acontecer, comecei a sentir uma coceirinha na pontinha do dedo mindinho do pé esquerdo, que logo foi passando por todo o corpo. A coceira foi ficando mais forte e mais forte, quando de repente percebi que não era coceira coisa nenhuma era a eletricidade mesmo que estava passando pelo meu corpo me dando choques.

No meio dos meus movimentos descontrolados acabei segurando a mão do Dr. Balako, que também começou a tomar choque. O pior foi que nesse mexe-mexe minha outra mão pegou na mão da paciente que também passou a levar “choque” junto com a gente.

Foi então que o Dr. Figueirino, usando seu vasto conhecimento de eletricista, pensou que se todos dessem as mãos e fizesse um círculo, talvez essa corrente elétrica se estabilizasse. Então Dr. Figueirino segurou na mão do Dr.Balako e logo segurou na outra mão da paciente, fazendo assim um círculo de corrente elétrica. E não é que a energia se estabilizou mesmo?!

Nessa hora uma enfermeira entrou no quarto e viu essa cena, todos de mãos dadas fazendo um círculo. Ela perguntou:

        –     Estão fazendo uma oração?

Para explicar a situação resolvemos demonstrar o que aconteceria se soltássemos uma das mãos. Pois é, assim que Dr. Figueirino soltou, voltamos a tomar choque. Tomara que não entre mais ninguém para não termos que explicar de novo a situação, pensei.

Rapidamente, fechamos a corrente elétrica novamente e, para nossa surpresa, o problema foi resolvido, já que nesse mesmo instante a luz do quarto se acendeu. A energia tinha voltado.

Conclusão: se precisarem de eletricistas, por favor, não chamem a gente.

 

São Judas Tadeu
 Palhaço Ossildo