Relatórios Bobológicos

O Rei da Prosa

10/06/25

Eita trem bão! Que hospitalzão arretado é esse, Antenor?! Já vai batendo mais de três meses que tô no meio desse mundão de corredor comprido e porta — você entra por uma, sai por outra e… tcharam! Tá no mesmo lugar! Vai entender, né? O mapa eu deixo pra quem sabe, porque o que eu gosto mesmo é de prosear, e nisso eu sou PhD (Palhaço Honoris

Diversionis)!

Nessa minha expedição pelo território do CIA, da Quimioterapia, topei com duas figuras ilustres: as irmãs da cidade do Rei do Gado! Pense num encontro mais afinado que os instrumentos tudo! Elas, direto das bandas onde Antônio Fagundes já foi fazendeiro de novela, e eu, curioso que só, puxei assunto e o papo foi longe, bem além do pasto!

Começamos falando sobre a vida… Uma vida longa, em que muita água já rolou. Cheia de aventuras! E assim, descobrimos que a arte que bate na janelinha da nossa casa foi gravada quase do lado da janela delas. Isso mesmo, senhoras e senhores: eu encontrei as irmãs da cidade da novela Rei do Gado!

De uma trama cheia de aventuras e marcada por uma música que ficou na memória de muita gente, começamos a cantarolar juntos. Aquele espaço todo ficou arretado! Apareceu paciente e acompanhante dos outros leitos só pra conhecer a farra.

E foi aí que senti que era a minha deixa pra puxar meu berrante invisível:

— Aooooô, meu povo! Vamos chegando, que aqui tem prosa boa e música no ar!

E o som imaginário do berrante preencheu aquele espaço de sorrisos, memórias e muita história boa.

Dr. Baltazar
Hospital de Amor