Cada dia, eu, Dra. Ricota, descubro um cantinho novo do Hospital de Amor. Estou tentando negociar o desenvolvimento de um GPS para os corredores, porque, mesmo estando lá há algum tempo, eu continuo me perdendo… Depois de andar reto por um corredor, descer uma escada, virar para algum lado, seguir em frente e abrir uma porta, chegamos à sala com as funcionárias mais ligadas do Hospital de Amor. Cada uma com sua personalidade e jeitinho para ficar de olho nos palhaços… Ops… Doutores Bobologistas!
Neste semestre, compartilho as experiências no hospital ao lado do Dr. Baltazar: elegante, cheio de habilidades, com um cabelo que conquistaria qualquer marca de shampoo (ele diz que sempre passa no Pet Shop antes do trabalho, um primor), e com uma antena bem atenta para falar bobeira, bobice e bobagem. Do jeitinho que as nossas amigas gostam.
Entre cumprimentos e apresentações, somos sempre desafiados a mostrar nosso talento. De frente com elas, eu resolvi mostrar minha grande habilidade de sambar. Vi num tutorial de 30 segundos que é só colocar o pé para a frente, puxar, escorregar, girar e ir. Achei que já pudesse pegar meu diploma de sambista, mas acabaram confundindo e acharam que eu estava espantando mosquito.
Na sequência, foi a vez do Baltazar, que recebeu muitos elogios. Ouvimos da nossa equipe julgadora que ele tinha que me ensinar a dançar. Foi nesse momento que o Sr. e Sra. Pulga deram sinal de que estavam disponíveis para ajudar. Baltazar, que escutou essa conversa ao pé do ouvido, pegou o casal de pulgas e colocou nos meus pés. Foi nesse momento que senti uma coceirinha no pé e percebi que as pulgas já estavam prontas para a missão. Em menos de 30 segundos, eu já estava com samba no pé.
Em defesa das pulgas, quero agradecer todo o ensino que me proporcionaram para mostrar meu talento escondido à minha banca julgadora da portinha escondida do fim do corredor.
Hospital de Amor
Dra. Ricota
