Dando continuidade às ações do nosso tradicional Cortejo de Carnaval pelos hospitais, realizamos mais uma edição da visita carnavalesca, levando música, cor e brincadeira aos pacientes e equipes de saúde.
Durante a passagem pelo hospital infantil, fomos informados de que o pequeno José (aproximadamente 7 anos) não estava presente no momento do cortejo, pois encontrava-se em procedimento cirúrgico. A equipe assistencial solicitou, com muito carinho, que retornássemos em outro dia para que ele também pudesse vivenciar essa experiência, já que é uma criança que aprecia muito o Carnaval.
Atendendo ao pedido, no dia seguinte retornamos ao hospital, com a presença dos doutores Figueirino, Ossildo eu Dr,. Baltazar, todos caracterizados com lindos figurinos carnavalescos e portando instrumentos musicais.
Ao chegarmos ao quarto, iniciamos a abordagem de forma delicada e bem-humorada, perguntando ao José se ele gostava de músicas de Carnaval. Ele compartilhou que, em sua rua, acontece um Carnaval organizado pelos moradores, e que ele é considerado o “mascote” da festa. Sua mãe complementou contando que todos os anos a rua é enfeitada, os vizinhos se reúnem, e José participa com entusiasmo, sendo uma presença querida por todos.
A partir desse relato, iniciamos um pequeno cortejo particular dentro do quarto. Tocamos marchinhas e ritmos carnavalescos, convidando José a escolher os sons que mais gostava. Ele demonstrou grande interesse pelos instrumentos, fazendo perguntas e comentando quais achava mais bonitos.
A atmosfera se transformou rapidamente: profissionais da equipe que estavam no setor se aproximaram, alguns começaram a dançar conosco, e a mãe de José, visivelmente emocionada e animada, também entrou na brincadeira. O quarto se tornou, por alguns minutos, uma extensão da rua onde ele costuma brincar Carnaval — um espaço de pertencimento, memória afetiva e alegria.
José interagiu ativamente, sorriu, riu, sugeriu músicas e, ao final, disse que iria nos convidar para participar do Carnaval de sua rua quando estivesse em casa.
Encerramos a visita com música, risadas e a certeza de que, naquele dia, o Carnaval encontrou José — e José encontrou novamente o seu Carnaval.
Hospital de Amor Infantojuvenil
Dr. Baltazar
