Relatórios Bobológicos

O Cabrobó do Para e o Sol que Solta Pum

10/06/25

Meus amigos, vou lhes contar uma história que eu, sinceramente, não sei se é mais de arrepiar ou de dar boas risadas. Conhecem o estado do Pará? Ah, vocês devem conhecer. Não, não é aquele estado que a gente pensa que é só pra fazer pausa depois do almoço, não! Esse Pará é o do Mangaratiba, e vocês sabem que quem é do Pará tem um negócio de se ensinar as coisas, e o Mangaratiba é cheio desses saberes.

Pois então, eu – Balako – e Ossildo, tínhamos dado uma passada no quarto de seu Mangaratiba. Entramos no quarto dele, e aí, quando ele viu que a gente era cabra bom de conversa, soltou: “Eu sou do Pará!” Ora, ora! Eu disse: “Mas como, seu Mangaratiba, não me diga que o senhor é do Pará mesmo?!” E foi aí que a filha dele, a moça, que já deve ter mais coisa do que a gente pensa, nos explicou que no Pará a gente escuta uma coisa chamada cabrobó. Eu, por sinal, não sabia se cabrobó era um prato, uma dança ou um palavrão, mas pelo som da palavra, eu logo imaginei que era pra dançar. E não é que era mesmo!

Puxaram um celular, ligaram um cabrobó dos bons e não é que já começamos a dançar?! Ossildo, que é esperto e tem a mão boa, pegou o ukulele e se ajeitou no ritmo. Eu, como não sou bobo, chamei a filha de Mangaratiba pra dançar comigo. E não é que a moça tinha mais paciência do que um monge? Ela me ensinou o tal do passinho do cabrobó. Eu errava, ela me corrigia com jeitinho. Eu tentava de novo, errava de novo. Mas como a coisa foi indo, o passo foi saindo e a dança foi ficando redonda. Digo mais, foi como se um pedaço do Pará tivesse me invadido, como se eu tivesse sido abduzido pelo cabrobó.

Aí, pra completar o mistério, aparece a filha da filha de Mangaratiba, numa dessas voltas misteriosas que a vida dá. Eu achei que ia falar de ciência ou alguma coisa assim, mas não. Ela chegou e já soltou “O sol, solta gases”. Eu fiquei quieto, me olhei e pro Ossildo, e já soltei: “O sol peida?” Mas ela, com aquele olhar de quem sabe das coisas, explicou: “Não, o sol tem gases, e por isso, a cor dele é amarela. Mas, na verdade, o sol é verde, só que os gases não deixam a gente ver.” Eu, meu filho, não duvido de mais nada nesse mundo. O que é que a gente vai fazer, se a menina fala com tanto jeito? O sol peida, e quem somos nós pra questionar?

E assim, entre uma dança de cabrobó, uns ensinamentos de ciência e geografia, e essa revelação sobre o sol, a gente ficou, como quem diz, mais sábio e mais dançante. Isso tudo, com a certeza de que o Pará, esse estado caboclo, é cheio de coisas boas pra ensinar. A ciência, meu amigo, não tá só nos livros. Tá na dança, no cabrobó e até no gás do sol.

Então, se um dia vocês cruzarem com o Mangaratiba e suas filhas, fiquem tranquilos: vão dançar, vão aprender, e talvez, se tiver sorte, vão até saber por que o sol solta pum.

 Hospital São Judas Tadeu
Dr. Balako