Relatórios Bobológicos

Ideia de valor

31/03/25

Entramos eu – doutora Ciska – e o doutor JotaPê no quarto do paciente, que logo que nos viu e perguntou do tal do pix. Sem entendermos o porquê de ele querer um picles, oferecemos a banana que havia na mesinha do quarto. Rindo, ele disse que poderia ser um cheque mesmo, ao que respondi que só se viesse com o mate junto, para a gente já fazer um xeque-mate. Até que entendemos que ele queria dinheiro, aí tivemos que abrir nosso coração e também nosso bolso vazio de bufunfa. JotaPê perguntou se ele poderia emprestar um dinheiro para a gente, para então, a gente poder emprestar um dinheiro pra ele. Aí ele baixou a voz e disse “vocês podem assaltar um banco pra conseguir dinheiro”, atentíssima com o atentado perguntei qual banco ele recomendava e claro ele recomendou banco do Brasil, afinal seria muito mais difícil um banco internacional.

Começamos a bolar nosso plano, anotando cada detalhe dito. JotaPê perguntou quantas pessoas seriam necessárias para realizar o plano, o paciente respondeu que nós quatro já estava bom – contando a acompanhante dele que estava ali. JotaPê perguntou qual seria a melhor data para o assalto, eu respondi que o ideal seria junho pois já que estávamos em quatro, formaríamos uma quadrilha e quadrilhas acontecem em junho na festa junina. Porém havia um porém, o paciente avisou que teria que ser antes de junho pois seria quando ele e sua amada – que estava ali junto com a gente – iriam se casar. Ficamos faceiros com a novidade! Ressignificamos o dinheiro do assalto para o casamento. Dúvida inclusive que fiquei e perguntei “mas afinal, qual quantia devíamos pegar?”, ao que o paciente respondeu “um milhão!”. JotaPê pediu licença, acendeu a lâmpada imaginária e trouxe a solução: “mas gente, então vamos pra feira que lá tá cheio de milhão”.

Hospital Santa Casa de Misericórdia
Dra. Ciska