Relatórios Bobológicos

Galinda

3/02/26

Salve, salve, pessoal!
Aqui quem vos fala é o Palhaço JP, trazendo um relato do barulho — contando as trapalhadas e confusões dessa turminha da pesada!

Passamos na UTI, e uma das técnicas pediu pra gente sondar uma paciente e descobrir de que tipo de música ela gostava. Chegamos lá, conversa vai, conversa vem:

— “De onde você é?”
— “O que você faz?”

Baltazar e eu fomos discretos, trocando ideia com jeitinho. Até que, quando já estávamos com certa intimidade, perguntamos:

— “E aí, que tipo de música você gosta de ouvir?”

Ela pensou bastante e disse que não gostava especificamente de nenhum estilo. Aí começamos a dar exemplos: “Música pop, tipo Michael Jackson? Música regional, tipo coco? Ou quem sabe música clássica?”

Foi então que Simone falou que nunca tinha escutado música clássica.

Agora faço uma pausa aqui pra contar um segredinho pra vocês… Dizem que no hospital não pode trazer animais. Só que eles cometem um erro fatal: as pessoas que dizem isso nunca revistam os nossos bolsos!

E essa foi a deixa perfeita pra eu tirar do jaleco meu animal de estimação. Apresentei Simone à minha amiga cantora: Galinda, a galinha!

Revestida de plástico, pintada em amarelo e vermelho, com o bico em formato de “O”, completamente higienizada, Galinda não fazia apenas sons aleatórios ao apertar sua barriguinha. Galinda é uma galinha cantora… que sabe música clássica!

Então, Galinda e eu começamos a cantar juntos a Nona Sinfonia de Beethoven! E foi assim que, naquele dia, dentro da UTI do Hospital de Amor, Simone teve seu primeiro contato com a música clássica, através do cacarejo agudo de Galinda, a Galinha Cantora.

Palmas, senhoras e senhores!!!

Hospital de Amor
Dr. João Pimentão