Logo ao abrir a porta do quarto e colocar as fuças à mostra, eu – doutora Ciska – e o doutor JP nos deparamos com duas mulheres deitadas, uma no leito e outra no sofá. A acompanhante, logo de cara, já tapou sua cara com o lençol e rindo falou “ah, não!”. JP e eu não deixamos a graça fugir e já anunciamos que fui campeã mundial de esconde-esconde e que até hoje o Serasa tentava me achar.
As duas comentaram que também eram muito boas no esconde-esconde e começamos a definir os papéis do jogo. JP foi para a parede contar até 10 e nós três fomos nos esconder. No que começou a procurar, ele percebeu que o sofá estava com uma protuberância esquisita e antes de conseguir se sentar a acompanhante fez o famoso “bu!”, assustando o JP. Não conseguindo se conter, a paciente foi achada pelo riso.
Segui sendo procurada e quando JP chegou perto da caixinha de luvas que me escondia atrás, gritei que eu não estava ali. JP foi distraído pelas mulheres e eu corri para a parede para me esgoelar no “1, 2, 3 por mim!”.
Agora era a vez da acompanhante contar por que foi a primeira a ser achada, a gente não perdeu tempo e saiu correndo porta a fora, mas não sem antes dizer que não era para ela procurar no telhado, pois a gente não ia estar escondidos com as pombas.
Santa Casa de Misericórdia
Dra. Ciska
