Senhoras e senhores, às vezes a ovelha perdida pode ser a parte que faltava para alegrar o dia. Pelos corredores da Santa Casa, fizemos o Cortejo Natalino com o presépio. Eu, Dra. Ricota, fui a ovelha tive um texto dificílimo para decorar:
Béééééé
No meio da cantoria nos corredores, aproveitei para me comunicar com os pacientes, saudando-os com o “Béééé”. Numa agitação junto com todos presentes, uma nova ovelha foi encontrada em um dos quartos. Nossa comunicação foi rápida para seguir a passagem; no dia seguinte, lá estávamos nós juntas de novo. As ovelhas foram unidas para contarem mais histórias:
Ricota: Béééé
Paciente: Bééééé
Ricota: Béééééééé
Paciente: Bééééééééééé
Foi tanto “Bééééé” que parecia não ter mais fim, a Dra. Alavanka nos ajudou a conduzir a comunicação, que se estendeu para além do encontro. No quarto, o papo se desenrolou numa falação que só, depois foram várias outras entradas e saídas. Entre um quarto e outro, se ouvia o “Bééééé” no corredor e eu tinha que voltar correndo para responder o que foi falado.
Nem só de ovelhas perdidas se faz o mundo, porque quando elas se encontram a conversa é boa demais!
Dra. Ricota
Santa Casa de Misericórdia de Barretos
