Barretos pode ser conhecida como a cidade da festa do peão e do sertanejo, mas foi aqui que conheci uma das pessoas mais rock’n roll que já vi. Cristiane (nome fictício), uma das pacientes do Hospital de Amor Infantojuvenil e sua família, junto aos Palhaços da Alegria fizeram o hospital tremer com muito rock’n roll.
Tudo começou pelo começo. Ou seja, quando entramos no quarto de Cristiane. Sua mãe, sabendo de nossa fama musical, logo avisou: – Olha a Cristiane gosta de um bom rock’n roll ein!
Não precisa dizer mais nada, disse eu. Logo fiz minha pose rock’n roll. Pé esquerdo na frente, pé direito atrás, quanto mais aberto, mais rock’n roll.
Quase fazendo um espaguete…digo espacate, coloquei meu óculos rock’n roll, peguei meu ukulele envenenado e disse: Hoje é dia de rock bebê!
Fui tocar o primeiro acorde e…vi que estava desafinado. Calma gente, disse eu. Antes preciso afinar meu Ukulele. Alguns momentos depois estava tudo pronto. Peguei meu Ukulele envenenado e disse: Hoje é dia de Rock bebê!
Fui tocar o primeiro acorde e… vi que meu sapato estava desamarrado. Calma gente, disse eu. Todo roqueiro preza pela segurança primeiro. Alguns momentos depois estava tudo pronto. Peguei meu Ukulele envenenado e disse: Hoje é dia de Rock bebê!
Fui tocar o primeiro acorde e…aí toquei mesmo. A música favorita dos roqueiros: Brilha, brilha estrelinha. Ninguém entendeu, então expliquei:
– Pensa comigo se os roqueiros são super stars, logo a música favorita deles é Brilha brilha estrelinha.
O Doutor Figuerino que estava também junto, interveio. – Isso não é rock’n roll coisa nenhuma.
Então ele pegou meu ukulele envenenado e começou a tocar um rock.
E não é que o pessoal gostou?
Gostaram tanto que começaram a fazer a clássica roda de bate cabeça, ou seja, todos pulando passando de um lado para o outro, que nem pipoca na panela.
Tudo estava legal, o problema foi que o Figuerino empolgou demais e no final da música quis quebrar meu ukulele igual alguns roqueiros fazem. Saí correndo atrás dele para tentar salvar meu Ukulele.
Hospital de Amor Infantojuvenil
Dr. Ossildo
