Estávamos em mais um dia de atendimentos na gigantesca Santa Casa de Misericórdia de Barretos que, sendo imensa, abriga as diversas possibilidades de encontros. Neste dia de julho de 2025, entramos para mais um atendimento que parecia ser “normal” – se é que possível! Até que uma das pacientes perguntou sobre o meu crachá, que tem uma foto minha dentro de um canhão.
Como ela estava curiosa, expliquei que eu era conhecida no mundo do circo como “mulher canhão”. Toda noite, antes do espetáculo, me colocavam dentro do canhão e me atiravam bem longe. Infelizmente eu nunca consegui chegar a tempo de participar do espetáculo, por isso nunca tive um momento de destaque no picadeiro. Mas, certo dia, me jogaram tão longe, mas tão longe, que vim parar dentro de um jaleco em Barretos .Desde então, me chamam de Dra. e eu trabalho aqui!
Um dos acompanhantes adorou a história e compartilhou com a gente que ele mesmo sempre quis ser doutor, então eu disse: que tal você realizar esse sonho hoje? No mesmo instante, tirei o meu jaleco e coloquei nele, que saiu pelo quarto desfilando e atendendo todos os pacientes, incluindo a gente!
Confesso que foi o primeiro doutor. que eu vi de chinelo, mas com certeza o mais feliz de todos!
Dra. Alavanka Motolovs de Capote Valente
