Salve, salve, meus caros espectadores… ou seria espectaleitores?
Aqui quem fala é seu velho amigo João Pimentão, trazendo mais um relato de altas trapalhadas e confusões!
Hoje venho com a liberdade de unir dois momentos em apenas um relatório, desafiando assim as leis da física em prol da compatibilidade de temas.
Nos dias de quarta-feira, passamos nas inúmeras QTs do Hospital de Amor. É um ambiente de característica mais aberta, no sentido de que é possível abordar os pacientes um por um ou ampliar a interação para todos, de uma forma palco-plateia convencional. Isso depende da nossa leitura de como estão as pessoas. Gosto de abrir quando sinto a demanda, quando o público parece querer. E o povo gosta de música. Se querem música, música lhes darei!
Comecei cantando Xodó, de Dominguinhos. Quando terminei, veio uma voz do nada e gritou: “Toca Raul!”
Se o povo quer Raul, tocarei Raul! Representei com uma bela dose de Cowboy Fora da Lei, e a coisa ficou maior do que imaginei. As funcionárias, o pessoal que parecia não estar prestando atenção, começaram a cantar junto em uma grande comoção. Foi bonito demais de ver.
E algo parecido com esse dia aconteceu na semana seguinte. Fizemos a intervenção partindo da entrada e abordando os pacientes até chegar no fundo. Aí, mais ou menos no último paciente, que parecia um pouco fraquinho e sonolento, ele pediu para eu me aproximar. Então falou: “Chitãozinho e Xororó.”
Fiquei meio em choque, pois não me veio nenhuma música dos aclamados. Aí o próprio moço começou: “Quando digo que deixei de te amar (…)”. Aí foi que foi — tenho Evidências na ponta da língua. E assim como no dia do Raul, o pessoal todo da QT acolheu a música e começou a cantar o maior hino do karaokê brasileiro.
Dr. João Pimentão
