Relatórios Bobológicos

Cada uma viu

3/02/26

Salve, salve, pessoal!

Hoje venho fazer este relatório um pouco chateado. Acho que este espaço de escrita também pode ser utilizado para que possamos expressar nossos  sentimentos.

Estávamos Dr. Baltazar e eu. Entramos em um quarto. Uma das pacientes nos olhou  e sabe o que ela disse? Você não vai acreditar em tamanha ousadia. Doideira,  velho!

Ela chamou a gente… Ela nos chamou de… Ela disse que somos…

Chamou a gente de  PALHAÇOS!!!!!

Tamanha ousadia!

Aí eu e Baltazar ficamos irritados! Mas mantive minha postura. Olhei bem nos seus  olhos e lhe falei:

“Se eu fosse palhaço, a minha roupa seria colorida, meu sapato seria enorme e eu  estaria usando maquiagem colorida. E mais: se a gente fosse palhaços, a gente  entraria no quarto de forma desastrada.”

Para exemplificar, Dr. Baltazar e eu entramos no quarto trombando na parede e  esbarrando um no outro. Continuei:

“Se eu fosse palhaço, cantaria uma musiquinha de teor humorístico para fazê-la rir.”

Aí cantamos uma musiquinha improvisada para ela.

“Se eu fosse palhaço, teria várias coisas inusitadas dentro do meu jaleco, como, por  exemplo, um dedo falso, um peixe de brinquedo ou uma língua que estica. Se eu  fosse palhaço, contaria uma sequência de piadas para preencher o ambiente.”

Começamos a contar várias piadas para exemplificar.

“Enfim, se fôssemos palhaços, a gente ia achar um jeito dinâmico de sair do quarto,  como uma discussão rasa ou algum motivo externo que tivesse a ver com o que a  gente está falando. Mas não vamos fazer nada disso, só estamos mostrando tudo o  que a gente teria que fazer para você olhar pra gente e presumir que somos  palhaços.”

Então saí falando com Baltazar sobre os absurdos que temos que escutar nesse  hospital. E a paciente estava nem aí. Saímos e ela ficou rindo da nossa cara.

 Absurdo!

 Hospital Antenor
 Dr. João Pimentão