Relatórios Bobológicos

A Serenata

3/02/26

Chegamos, eu e a doutora Alavanka, no quarto da paciente Yolanda* que nos recebeu com um sorriso no rosto. Conversa vai, conversa vem, dona Yolanda perguntou onde estava o palhaço que havia prometido a ela uma serenata que seria feita às 3h da manhã. Chocadas com a audácia dele de não cumprir com a promessa feita, oferecemos uma serenata exclusivamente feita por nós duas naquele momento presente sendo unicamente para ela. Dona Yolanda faceira aceitou, então aproveitamos que sua janela ficava para a parte da frente do hospital São Judas e corremos porta afora. Chegando na janela, começamos a tocar e cantar:

“Que beijinho doce que ela tem / depois que beijei ela nunca mais amei ninguém / que beijinho doce foi ela quem trouxe de longe pra mim / num abraço apertado, suspiro dobrado / que amor sem fim.”

Voltamos correndo para o quarto para saber se dona Yolanda havia gostado e descobrimos que não só gostou como considerou a dívida do nosso colega paga. Concordamos que então agora a dívida dele era com a gente e saímos atrás do caloteiro.

*Nome fictício
Hospital São Judas Tadeu
Dra. Ciska