Senhoras e Senhores, venho por meio desta carta comunicar que temos uma dupla de PALHAÇAS na Santa Casa… Ops! Não é bem uma carta, mas agora que comecei, já entreguei a fofoca.
Sou a Dra. Ricota, depois de um ano, voltei a trabalhar na Santa Casa. Agora faço dupla com a Dra. Alavanka. A musicalidade continua com a gente, mas dessa vez sem instrumentos que dê para ver. Estamos levando a nossa voz e descobrindo outras vozes pelo caminho.
Nos encontros do mês de julho, realizados com os pacientes da psiquiatria, nossa intervenção tem funcionado quase como um show de talentos: música aqui, dança ali, um remelexo acolá. Nesse show, conhecemos a Dona Mariquinha, conhecedora de músicas tão raras que só ela sabe!
Num dia desses, cantamos, cantamos… fomos do agito à calmaria, e depois voltamos para o agito de novo, só para não perder o costume. Quando achamos que nosso repertório tinha acabado (a caixinha de memória já estava pedindo socorro), Dona Mariquinha assumiu a cena, abriu o baú musical e começou a cantar pérolas antigas. Algumas músicas foram reconhecidas e cantadas por todos, outras moravam apenas na caixola dela.
E assim seguimos: cantando, dançando e tentando acompanhar o repertório secreto da Mariquinha… Que, cá entre nós, parece ter mais músicas na cabeça do que o Spotify.
Dra. Ricota
