E se você recebesse um convite para voltar à década de 60 para cantar e dançar os melhores clássicos? O seu Calhambeque aguentaria essa Festa de Arromba?
Foi essa experiência nostálgica que a Companhia Minaz proporcionou aos pacientes do Hospital de Amor e à população geral, nos dias 1 e 2 de outubro, em Barretos (SP). Com duas apresentações, o espetáculo “Jovem Guarda” relembrou o repertório do movimento cultural brasileiro da década de 60, que teve como carro-chefe o programa televisivo homônimo, apresentado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa.
A primeira apresentação aconteceu no dia 1 de outubro, na unidade de cuidados paliativos e atenção primária ao idoso, o Hospital São Judas Tadeu – o coração do Hospital de Amor. Durante a apresentação, “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos, gerou comoção não apenas para os pacientes e acompanhantes, mas para todo o público presente.

A paciente Cleuza Ribeiro, de Iturama (MG), que estava acompanhada de sua filha Rosalina Silva, destacou que esse momento a fez relembrar seu marido. Já sua filha enalteceu o espetáculo e afirmou que momentos assim as tiram da tensão do tratamento.
“Estúpido Cupido”, “Primavera”, “O Bom”, também estiveram presentes no repertório do grupo. Durante a segunda apresentação, que aconteceu no Teatro Cine Barretos, o público cantou, dançou e se emocionou.
As canções definem a descontração e alegria da juventude da época, com temas de amor e despretensão. Aliás, não é todo dia que escutamos a excelentíssima Wanderléa dizer: “Senhor juiz, eu quero saber, sem este amor o que vou fazer? Pois, se o senhor esse homem casar, morta de tristeza sei que vou ficar… Por favor, pare agora! Senhor juiz, pare agora!”
Outro sucesso cantado foi “Splash Splash”, do cantor Roberto Carlos. Por mais que o autor diga que esse foi o barulho que o seu beijo fez, é preciso confirmar que o verdadeiro barulho foram os aplausos que o grupo da Cia. Minaz recebeu.
Com arranjos vocais e solos, o espetáculo teve no palco um octeto vocal e banda com metais, alternando canções em solos e arranjos vocais. Além disso, também houve muita cor, luz e movimento, com a direção musical de Gisele Ganade, arranjos vocais de Gabriel Locher, Pedro Coelho, Marcos Pinafo, arranjos instrumentais de Anderson Castaldi e Vitor Zaffer, e, por fim, cenários e iluminação de Ivo Rinhel D’Acol.
A apresentação – assim como outros projetos do Instituto Sociocultural – é viabilizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet. De acordo com o Ministério da Cultura, a Lei Rouanet (Lei 8.313/1991) foi criada com o objetivo de captar e canalizar recursos para o setor cultural, de modo a facilitar o acesso de todas as pessoas do país às fontes da cultura e promover o pleno exercício dos direitos culturais, além de estimular e fomentar a produção, preservação e difusão cultural, principalmente por meio de incentivo fiscal concedido a quem patrocina projetos com esse fim.
Companhia Minaz e Teatro Minaz
A Companhia Minaz, de Ribeirão Preto, foi fundada em 1990 para formar público e novos profissionais para a música vocal em cidades do interior de São Paulo, transformando realidades e gerando possibilidades através da arte. Já o Teatro Minaz foi inaugurado em 2009, tornando-se um dos principais polos culturais da cidade, oferecendo temporadas anuais de óperas, musicais, concertos, peças de teatro, balés, shows, masterclasses e oficinas para um público anual de aproximadamente 20.000 espectadores.
